segunda-feira, 9 de setembro de 2013


Confidência do Itabirano

Alguns anos vivi em Itabira. 
Principalmente nasci em Itabira.
 
Por isso sou triste, orgulhoso: de ferro.
Noventa por cento de ferro nas calçadas.
 
Oitenta por cento de ferro nas almas.
 
E esse alheamento do que na vida é porosidade e
 
comunicação.

A vontade de amar, que me paralisa o trabalho,
vem de Itabira, de suas noites brancas, sem mulheres e sem horizontes.
 
E o hábito de sofrer, que tanto me diverte,
 
é doce herança Itabirana.

De Itabira trouxe prendas que ora te ofereço:
 
este São Benedito do velho santeiro Alfredo Duval;
 
este couro de anta, estendido no sofá da sala de visitas;
este orgulho, esta cabeça baixa...

Tive ouro, tive gado, tive fazendas.
 
Hoje sou funcionário público.
 
Itabira é apenas uma fotografia na parede.
 
Mas como dói.

DESCRIÇÃO DO POEMA :

O poema começa com a saudade profunda da terra onde nasceu, trabalhou e viveu a metade de sua vida. Ele demonstra a tristeza, amor e grandes saudades de sua terra natal.
A tristeza pode ser vista na 5ª estrofe, onde no primeiro verso diz “ Tive ouro, tive gado, tive fazenda ” e logo a sua decadência encontrada no verso “ Hoje sou funcionário público “.
A saudade é observada pelo modo em que ele se lembra de sua vida doce e divertida em Itabira, virando apenas uma linda lembrança como é relatado no verso “Itabira é apenas uma fotografia na parede ”.
Neste poema, é possível observar antítese como na 2ª estrofe, verbos “sofrer” ediverte”. Também nota-se uma leve descrição desta cidade na 2ª estrofe, segundo verso “vem de Itabira, de suas noites brancas, sem mulheres e sem horizontes”.

(Alunos : Andressa,Ester)

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