sexta-feira, 6 de setembro de 2013


Mãos dadas 

Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros.
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considero a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.

Não serei o cantor de uma mulher, de uma história,
não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem vista da janela,
não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida,
não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins.
O tempo é a minha matéria, do tempo presente, os homens presentes,
a vida presente.

Interpretação

O eu lírico afirma a sua consciência da existência de outros homens e seus companheiros. Com eles é que ele se sente de mãos dadas e afirma que não será  de uma mulher, nem de uma história, não irá ver a paisagem vista da janela. Não mais se refugiará na solidão porque o que lhe interessa é o tempo presente em que se acha inserido. O poeta afirma nos versos seu olhar voltado ao presente e a realidade que vivencia .


(Alunas : Raquel e Lauanda)

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