sexta-feira, 6 de setembro de 2013


Congresso Internacional do Medo

Provisoriamente não cantaremos o amor,
que se refugiou mais abaixo dos subterrâneos.
Cantaremos o medo, que esteriliza os abraços,
não cantaremos o ódio, porque este não existe,
existe apenas o medo, nosso pai e nosso companheiro,
o medo grande dos sertões, dos mares, dos desertos,
o medo dos soldados, o medo das mães, o medo das igrejas,
cantaremos o medo dos ditadores, o medo dos democratas,
cantaremos o medo da morte e o medo de depois da morte.
Depois morreremos de medo
e sobre nossos túmulos nascerão flores amarelas e medrosas.

                                               
Interpretação:

Nesse poema, o eu lírico fala dos sentimentos “amor, ódio e medo’’ e observando-o, o sentimento medo é o que mais predomina. Ele foi escrito em clima de 2º Guerra Mundial, onde se vivia em um mundo que estava cheio de problemas com os soldados, ditadores e mortes, assim deixando as pessoas com medo, falando ironicamente que esse sentimento é o grande dominador da sociedade. No verso “Provisoriamente não cantaremos o amor, que se refugiou mais abaixo dos subterrâneos’’ parecia inexistente o amor na população por causa da violência na época, dando a impressão que o autor criou um Congresso do medo com a intenção de transformar a sociedade para evitar o que ele vivenciou, deixando o medo dominar. 
(Alunos: Ellen e Vinicius)

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