Congresso Internacional do
Medo
Provisoriamente não cantaremos o amor,
que se refugiou mais abaixo dos subterrâneos.
Cantaremos o medo, que esteriliza os abraços,
não cantaremos o ódio, porque este não existe,
existe apenas o medo, nosso pai e nosso companheiro,
o medo grande dos sertões, dos mares, dos desertos,
o medo dos soldados, o medo das mães, o medo das igrejas,
cantaremos o medo dos ditadores, o medo dos democratas,
cantaremos o medo da morte e o medo de depois da morte.
Depois morreremos de medo
e sobre nossos túmulos nascerão flores amarelas e medrosas.
Interpretação:
Provisoriamente não cantaremos o amor,
que se refugiou mais abaixo dos subterrâneos.
Cantaremos o medo, que esteriliza os abraços,
não cantaremos o ódio, porque este não existe,
existe apenas o medo, nosso pai e nosso companheiro,
o medo grande dos sertões, dos mares, dos desertos,
o medo dos soldados, o medo das mães, o medo das igrejas,
cantaremos o medo dos ditadores, o medo dos democratas,
cantaremos o medo da morte e o medo de depois da morte.
Depois morreremos de medo
e sobre nossos túmulos nascerão flores amarelas e medrosas.
Interpretação:
Nesse poema, o eu lírico fala dos sentimentos “amor, ódio e
medo’’ e observando-o, o sentimento medo é o que mais predomina. Ele foi
escrito em clima de 2º Guerra Mundial, onde se vivia em um mundo que estava
cheio de problemas com os soldados, ditadores e mortes, assim deixando as
pessoas com medo, falando ironicamente que esse sentimento é o grande dominador
da sociedade. No verso “Provisoriamente não cantaremos o amor, que se refugiou
mais abaixo dos subterrâneos’’ parecia inexistente o amor na população por
causa da violência na época, dando a impressão que o autor criou um Congresso
do medo com a intenção de transformar a sociedade para evitar o que ele
vivenciou, deixando o medo dominar.
(Alunos: Ellen e Vinicius)
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