sexta-feira, 6 de setembro de 2013


NOTURNO À JANELA DO APARTAMENTO

Silencioso cubo de treva:
um salto, e seria a morte.
Mas é apenas, sob o vento,
a integração na noite.

Nenhum pensamento de infância,
nem saudade nem vão propósito.
Somente a contemplação
de um mundo enorme e parado.

A soma da vida é nula.
Mas a vida tem tal poder:
na escuridão absoluta,
como líquido, circula.
Suicídio, riqueza, ciência...
A alma severa se interroga
e logo se cala. e não sabe
se é noite, mar ou distância

Triste farol da Ilha Rasa.

Interpretação:
“Silencioso cubo de trevas” , esse cubo seria uma janela, onde você poderia simplesmente contemplar a visão que ela dá ou acabar com sua vida pulando dela ; o eu lírico se questiona qual das duas opções seria a melhor escolha, sendo que a visão que a janela oferece é de um mundo de apenas contemplação, sem infância nem saudade, onde a vida é nula, vazia, sem efeito e sentimentos.Qual opção é melhor, viver sem sentimentos ou morrer?
Questiona-se o eu lírico.

(Aluno:Lucas Ferreira)

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